Films pour enfants

Frustração

Educação moral e cívica6-11 anos

Atividade educativa em torno do curta-metragem Sisters

Fim previsto das atividades

Identifique e expresse suas emoções e sentimentos regulando-os.

Valorize-se e seja capaz de escuta e empatia.

Desenvolver habilidades de discernimento e pensamento crítico.

Sisters

Sisters © Anchi Shen

TítuloSisters

TemaRelacionamento familiar, Comunicação

Gênero e palavras-chaveComédia, amizade, irmã, relacionamento parental, telefone

Idade (para filme)6-11 anos

Duração01 min 32 s

RealizaçãoAnchi Shen

MúsicaChi-Hsuan Chia

ProduçãoCalarts (Estados Unidos, 2014)

Atividades educativas

Discuta, imagine, escreva e represente juntos uma situação frustrante.

Esta atividade pode ser vista como um desenvolvimento dos aspectos psicológicos do filme, para introduzir as bases do questionamento moral: compreender os próprios sentimentos e desejos, ler semelhantes nos outros, reconhecer situações em que não coincidem.

Pode começar com uma análise detalhada das emoções demonstradas pelos dois personagens e uma discussão sobre as possíveis explicações para a sua discrepância (excitação, decepção, aborrecimento, raiva, tristeza para o mais pequeno, impassibilidade e surpresa para o mais velho). Isto pode assumir a forma de um trabalho escrito para imaginar o pensamento das personagens, alternando com momentos de partilha e discussão, para explorar plenamente a simetria (em direito) dos dois pontos de vista.

Em segundo lugar, focaremos no contexto do “conflito” do filme: as expectativas do reagrupamento familiar, o papel do telefone. Aqui, novamente, trata-se de investigar a situação para imaginar os hábitos ou regras implícitas (a situação teria sido diferente se a irmã mais nova quisesse apenas fazer uma pergunta? por que ela não interrompe o telefonema da irmã mais velha? etc.). Esta é uma oportunidade de fazer a ligação com um questionamento pragmático sobre as regras de polidez, hierarquias criança/adulto, regras de uso de objetos, etc.

Após esse esclarecimento, chega o momento de construir pequenos esboços com dois personagens, reaproveitando as ideias discutidas. As crianças formulam meia dúzia de situações para brincar sem acessórios e sem palavras. Nesta fase, o professor pode sugerir uma inversão de papéis: é a criança que está absorta numa tarefa e o adulto que tenta comunicar-lhe algo. As crianças trabalham em duplas, seja escrevendo previamente ou, preferencialmente, improvisando. Depois eles apresentam para a turma.

Para se preparar para a atividade, você deve tentar ter em mente a diferença entre questionamento histórico/social e questionamento ético/moral. A exploração das situações deve, portanto, parar antes das questões sociais, em particular o papel da frustração como tema central da educação. O debate sobre este tema, que é uma construção histórica recente, não tem aqui muita relevância. Trata-se sobretudo de fazer com que as crianças manipulem noções como o vocabulário das emoções, as lógicas divergentes do comportamento, a troca de papéis, a simulação de um debate, etc.

Extensão e referências

  • Mais um curta da plataforma: “Insatisfatório”.
  • Para uma visão geral da história da noção de frustração, podemos consultar o artigo de Johanna Stute-Cadiot: “Frustração”, em Figures de la psychanalyse, vol. 18, não. 2, 2009, pp. 171-179 – visível online em CAIRN.

Folha de atividades escrita por: Bruno Pellier

Sisters © Anchi Shen