Films pour enfants

Habitantes escondidos

Explorar o mundo6-11 anos

Atividade educativa em torno do curta-metragem The Visitors

Fim previsto das atividades

Praticar, com a ajuda dos docentes, alguns momentos de um processo de investigação: questionamento, observação, vivência, descrição, raciocínio, conclusão.

Conhecer as características do mundo vivo, suas interações, sua diversidade.

The Visitors

The Visitors © Philip Watts

TítuloThe Visitors

TemaAnimais, Intrusos

Gênero e palavras-chaveCômico, aranha, casa, vassoura, intruso

Idade (para filme)3-11 anos

Duração01 min 00 s

RealizaçãoPhilip Watts

ProduçãoPhilip Watts (Austrália, 2014)

Atividades educativas

Estude os animais que vivem despercebidos em nossas casas.

A visitação baseia-se claramente na ideia de que as aranhas são estranhas na casa (ver o título) e que os homens devem travar a sua proliferação (ver as leves referências aos géneros “filme de monstros” ou “filme de zombies”). Mas será que esse hábito de pensar está certo? Não existe toda uma vida selvagem nas nossas casas, quase despercebida, que se adaptou a ela e vive ao nosso lado?

Essas espécies são chamadas de “sinantropos”. Eles não são domesticados, mas vivem em uma relação interativa com os humanos ou com seus animais domésticos. Beneficiam da sua alimentação (ratos, moscas), dos seus resíduos (baratas, ácaros) ou apenas da forma da casa (aranhas, andorinhas). Devido a esta coabitação discreta e aos padrões culturais que estigmatizam certas partes do reino animal, são frequentemente considerados prejudiciais. Mas se quisermos considerar a casa como um ecossistema por direito próprio, elas podem ter um papel interessante para os humanos (predação dos mosquitos pelas aranhas, por exemplo).

Propomos-nos, portanto, visar dois objectivos: por um lado observar esta fauna para estender o conceito de biodiversidade às espécies menos visíveis, por outro lado, ter uma ideia da complexidade das relações entre as espécies dentro de um ecossistema.

A atividade pode ocorrer em duas etapas: observação e representação.

  • A etapa de observação pode tomar como local de referência os edifícios escolares, em sessão de grupo, ou as casas das crianças, individualmente. Podem ser feitas anotações em fichas preparadas com espaços para informações como: o nome da espécie, o desenho do indivíduo observado, o local e horário precisos da observação, o comportamento observado, etc. (uma folha por observação).

No final destas observações, os resultados são agrupados para observar semelhanças e diversidade. Esta é uma oportunidade para discutir, sob orientação do professor, as noções de gênero, espécie, habitat, dieta alimentar e todos os elementos que possam introduzir a ideia de descrição científica. É também uma oportunidade para fazer um balanço das relações entre as espécies e formular hipóteses sobre a relação sinantrópica.

  • O segundo passo consiste em transpor os resultados desta discussão para uma forma visual significativa. Com a restrição de apresentar os resultados a um público não especialista, desenvolvemos um suporte visual, como durante uma exposição. Podemos considerar desenhos, diagramas, dioramas. Neste último caso, podemos fazer um modelo bastante amplo do local estudado com destaque dos locais das observações, acompanhado de legendas ou rótulos para explicar as relações entre o animal e o homem.

Também podemos ampliar a reflexão imaginando um projeto de casa com “biodiversidade positiva” (ver página da Wikipédia).

Referências

- Sobre o conceito de “Comensalismo do Homem”, duas páginas do site Zoom Nature: O que significa ser comensal do Homem? e [Comensalismo, interação +/0.](https://www.zoom-nature.fr/etre-un-commensal-de-lhomme-ca-veut-dire-quoi/)

- Dois artigos para o público em geral sobre o assunto no site da Futura Sciences: Aranhas domésticas: por que não deveríamos matá-las?, [Biodiversidade: os animais pouco conhecidos em nossas casas.](https://www.futura-sciences.com/maison/questions-reponses/batiment-araignees-maison-ne-faut-il-pas-tuer-7217/)

Folha de atividades escrita por: Bruno Pellier

Teia de aranha. CCO