Films pour enfants

Silvestres

Artes plásticas6-11 anos

Atividade educativa em torno do curta-metragem Dark Dark Woods

Fim previsto das atividades

Identificar, para os ultrapassar, determinados preconceitos e estereótipos culturais e artísticos.

Represente o mundo envolvente ou dê forma à sua imaginação explorando vários campos (escultura, fotografia, desenho).

Justifique as escolhas para levar em conta o caminho que leva da intenção à realização.

Dark Dark Woods

Dark Dark Woods © The Animation Workshop

TítuloDark Dark Woods

TemaRelacionamento familiar, Princesa

Gênero e palavras-chaveFantasia, relacionamento parental, rei, rainha, castelo, sonho, floresta, animais

Idade (para filme)9-11 anos

Duração07 min 44 s

RealizaçãoEmile Gignoux

MúsicaK. H. Lampl & K. Lampl

ProduçãoThe Animation Workshop (Danemark, 2017)

Atividades educativas

Um passeio na floresta para fazer pequenas esculturas com elementos da natureza.

Conforme descrito no filme, a floresta é o oposto da pequena sociedade do castelo. É o lugar do selvagem (do latim silvaticus, “que vive no mato”), cujo aspecto ameaçador é rapidamente domado e que liberta a personagem da princesa das regras domésticas que a constrangem. É acima de tudo uma figura do inconsciente. Mas se a metáfora é tão natural é porque está presente em todo o substrato de mitos, lendas e tradições que rodeiam a floresta desde os tempos mais longínquos.

Hoje, será que o estudo científico e as questões ecológicas eclipsaram os mistérios que lhes estão associados? Os monstros foram caçados? Não tenho tanta certeza, visto o fervor em torno das recentes descobertas sobre a “inteligência das árvores” e a contínua exploração de figuras da mitologia silvestre na ficção de gênero (aleatoriamente de séries de televisão, podemos citar Jordskott, a Floresta dos Desaparecidos, em 2015, ou Zona Branca, em 2017, ambos referentes a Twin Peaks, 1990).

Nesta atividade propomos combinar o devaneio em torno destes mitos com a descoberta concreta dos elementos da vida selvagem na floresta. 3 etapas se sucedem:

1. Nas fotos

Nesta primeira etapa, o objetivo é mergulhar as crianças nas representações da floresta mítica. Após a visualização de Dark Dark Woods, oferecemos um passeio temático, que será uma oportunidade para discutir imagens da floresta. Quem mora lá? Como está organizado? Como você entra? Observe as semelhanças, oposições, etc. As referências utilizadas podem ser obras inteiras ou apenas trechos.

Sugestões: O Hobbit, de J. R. R. Tolkien (brochura juvenil, 2014) – passagem na Floresta da Floresta das Trevas, Princesa Mononoke, de Hayao Miyazaki (1997), Os Irmãos Grimm, de Terry Gilliam (2005), Harry Potter e a Câmara Secreta, de J. K. Rowling (Gallimard Jeunesse, 2007) – passagem sobre a acromântula da colônia, O Segredo de Terabithia, de Gabor Csupo (2007), Brendan e o Segredo de Kells, de Tomm Moore e Nora Twomey (2009).

Em segundo lugar ou ao mesmo tempo, apresentamos em fotos ou vídeos referências a obras e abordagens de alguns artistas de land art que trabalham na ou com a floresta. Tentaremos explicar as práticas, as implementações concretas (amostragem, movimentos, uso do corpo, escolha dos locais, etc.) em vez dos conceitos da história da arte. O importante é apresentar uma série de “gestos” utilizados para realçar as imagens.

Sugestões: instalações gráficas de Nils Udo e Andy Goldsworthy, construções de David Nash ou Michael Singer, iglus e tendas de Mario Merz, desenhos de Markus Raetz, pólens de Wolfgang Laib, movimentos de Giuseppe Penone.

2. Na floresta

Esta etapa consiste em organizar um passeio na floresta durante o qual as crianças deverão recolher materiais naturais, escolher um local e criar esculturas ou instalações imaginadas no local. As únicas instruções são inspirar-se num mito ou numa história ligada à floresta e não perturbar demasiado a vida natural. Mas as crianças podem até se movimentar, arrumar um lugar (como em Waldputz, de Michael Sailstorfer, onde o artista limpou meticulosamente as folhas para

expor a terra em um quadrado de aproximadamente 5m de cada lado). O professor pode oferecer ferramentas para pequenos trabalhos (tesouras, pás, arame). No final da sessão, a escultura de cada aluno é fotografada no local.

3. Voltar

A terceira etapa consiste em coletar fotos das criações em sala de aula e pedir a cada criança que escreva um pequeno texto ou faça desenhos para explicar a ideia de sua escultura. Essa explicação pode ser o projeto inicial, ou uma elaboração a posteriori a partir da foto, uma interpretação das imagens estudadas na etapa 1, a partir do momento em que se mantém determinada relação explicativa. Funciona como uma “legenda” da foto, sendo o todo composto em um painel. Todos os painéis serão então exibidos para a turma ou para um público mais amplo.

Referências

  • Land art, de Gilles A. Tiberghien (ed. Carré, 1993), A ideia de natureza na arte contemporânea, de Colette Garraud (Flammarion, 1994).
  • Uma visita ao Festival Internacional de Jardins de Chaumont sur Loire ou à “escultura em madeira” do Centro de Arte e Paisagem Vassivière de Limousin, onde são visíveis muitas obras in situ.

Folha de atividades escrita por: Bruno Pellier

Land art, Paolo Redwings, 2007. CC0
Land art, Paolo Redwings, 2007. CC0
Um riacho na floresta, Gustave Courbet. MET. CC0
Um riacho na floresta, Gustave Courbet. MET. CC0